quarta-feira, 17 de setembro de 2014

MAIS FOTOS DO ARI, Cochlearius cochlearius, O Arapapá.

O  jovem Arapapá apelidado de Ari, Cochlearius cochlearius, foi novamente por nós "clicado"! Aliás, essa ave, de tão interessante, tem recebido visitas diárias do pessoal do COA-Clube de Observadores de Aves do Esp. Santo.



ARI  bebendo água!





Depois, agradecendo a Deus:



voando até o galho:




O arapapá é uma ave muito curiosa e interessante! Sua distribuição abrange uma vasta área dentro do Brasil. sendo mais comum na Amazônia mas existindo em outras regiões do Brasil, chegando até o Paraná e Santa Catarina. Gosta de habitar brejos com vegetação ribeirinha e mangues.



domingo, 14 de setembro de 2014

Arapapá = Cochlearius cochlearius



O Arapapá é ave noturna e crepuscular. O que mais chama atenção em seu aspecto é seu  bico.  Apesar de fazer parte de uma família especifica, o Arapapá, Cochlearius cochlearius, é muito aparentado às garças e savacus. Habita quase os mesmos locais e compartilha com esses alguns hábitos e alimentação. 
Relatamos a descoberta de um jovem de arapapá nas proximidades da lagoa da UFES.O filhotão, figura bem agradável quanto original, tem sido simpático, permitindo aos membros do COA muitas fotografias. Trata-se de ave crepuscular, mais ativo à noite, fato que faz com que passe despercebido para a maioria das pessoas. Seu bico é bastante curioso, largo e com a aparência de um barco de quilha alta virado(Sick). A plumagem dos adultos difere da dos jovens, sendo mais parecida com a dos savacus, espécie aliás, que muitas vezes é seu vizinho nos mangues e vegetação ribeirinha. Arapapás são aparentados às garças e savacus. Essa ave tão curiosa, é mais uma que torna a observação de aves uma atividade tão fascinante!

Foto do arapapá pousado:


A ave permanecia pousada em posição imóvel, no alto das árvores e no meio das brenhas o que dificultava uma foto de melhor qualidade. Com nossas tentativas de se conseguir um foco melhor, o filhotão acabou se espantando e voando para mais longe:






Pode ser notado que trata-se de uma ave jovem, um filhotão récem crescido e que procura dar seus primeiros passos independente. Voltamos ao local hoje dia 15.9.2014 mas não conseguimos melhorar nossas fotos. Porém, foi possível gravar seu canto, que depositamos na plataforma wiki-aves:

http://www.wikiaves.com.br/1451579&t=s&s=10150&u=2183

A existência do arapapá no lugar é mais um estimulo à observação de aves feita pelo COA-ES, agora tendo mais uma interessante espécie para estudo.

Jsl. obrigado a tod@s.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Accipiter striatus: o GAVIÃO - MIUDO.

O Gavião miúdo é um rapinante de pequeno porte, a femea mede cerca de 30 cm de comprimento, e o macho, menor, tem o porte de um sabiá. A fama desse rapinante é ser um grande e desalmado raptor de pássaros. Conta com grande habilidade na captura de pássaros e vários relatos e fotos dão conta dessa particularidade. Alguns chegam mesmo a chama-lo de  assassino de pássaros! isso se deve como disse, a sua inegável habilidade em caçar aves menores. O parque do Ibirapuera é uma grande área verde no coração da metrópole Paulista. Pois nesse parque o Accipiter striatus tem sido freqüentemente registrado, não se importando com a enorme presença humana nas proximidades.


Hoje pude finalmente registrar esse belíssimo gavião. Primeiro ele foi reconhecido enquanto planava acima do parque em uma manhã bastante nublada:



Fiquei  bastante animado com o registro, o primeiro que fiz dessa ave por meio de fotografia. Recordo-me que cheguei a registra-lo nos idos de 1987 de binóculo no morro do Mestre Álvaro e foi apenas esse meu registro antigo da espécie., Fico com a impressão que no ES é espécie rara!

Após essa fato, perambulei pelo parque à cata de mais registros  e na volta, minha atenção novamente se fixou no Accipter! é que ouví sua vocalização entre algumas árvores e resolvi segui-la. Foi quando vi dois indivíduos, provavelmente um casal, voando acima das árvores e pousando mais à frente. Fui atrás  pois o registro da ave com distância mais aproximada é importante devido sua rusticidade e desconfiança. Foi então que percebi a ave no alto das árvores bicando e coletando gravetos! Certamente para o ninho e eu já tinha lido relatos dessa ave nidificar dentro desse parque!;


Pode-se ver com clareza o graveto no bico do Accipiter striatus!

Foi então, que monitorando escondido atrás das grandes árvores, pude ver onde era o ninho! Localizado no alto de um ´Pinus sp. o ninho era uma plataforma de gravetos. Mesmo não sendo um rapinante de grande porte achei o ninho bastante avantajado para a espécie:


É possível perceber no lado esquerdo no alto, a ponta da cauda longa e transfaciada da ave!; Alguns minutos depois a ave saiu do ninho e ao me perceber reagiu com agressividade. Vide agravação do som depositada no site Wiki Aves:
http://www.wikiaves.com.br/1401510&p=1&tm=s&t=u&u=2183

Depois desse episódio a ave pousou nas proximidades do ninho, quando pude fazer  outras  fotos:




Muito obrigado pela atenção amigos passarinheiros!
Jsl.

domingo, 27 de julho de 2014

AVES DE SÃO PAULO

Passeando por São Paulo, passando  uns dias na cidade, não consigo e não posso deixar de observar aves! A metrópole, porém, com seus 12 milhões de habitantes na área urbana e mais outro tanto pelas áreas limítrofes, não aparenta possuir atrativos para as aves. Isso mesmo, apenas não aparenta, pois na verdade é muito rica em aves. Basta procurar nos lugares certos. E mesmo que o visitante não se aventure a procurar nos lugares apropriados, ele pode ser surpreendido pela cidade mesmo, pelas aves. É o caso dos psitácideos, tão frequentes dentro da selva de pedra!.


Em minhas passarinhadas urbanas, estive visitando o Parque Estadual da Cantareira, enorme área verde que contorna toda a metrópole paulista.



Imagem acima, original retirada do site: https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSP4hCDbsDYq4yRQ3ZtaYkLK10xQfYSmp4Z8cnt8a_7LACqQ4EZ

Até o momento fiz visita ao núcleo do Cabuçu, em um dia frio e com poucas aves. Ainda assim foi possível registrar:


O barbudinho, Phylloscartes eximius, espécie muito interessante que, segundo alguns, encontra-se ameaçada.


O Papa-formigas da grota Myrmoderus squamosus, ave muito interessante e frequente em matas bem sombreadas. Mais interessante ainda é o fato de saber que mais ao norte, no ES, essa espécie é substituída pelo Formigueiro assobiador, Myrmoderus loricatus, espécie que muito se lhe assemelha, inclusive com o canto muito parecido.


A saíra lagarta, Tangara desmaresti, belíssima saíra que gosta muito de habitar regiões montanhosas e frias. Aqui, se alimentando em uma imbaúba, Cecropia sp.


A Saracura do mato, Aramides saracura,arisca forrageando no córrego próximo a uma das lagoas. Mas o principal dessa passarinhada  foi o longo tempo dispendido para registrar a tovaca cantadora  Chamaeza meruloides, espécie muito arisca e desconfiada. Depois de muitas tentativas, consegui fotos que ficaram péssimas! Nem mesmo para publicação no site Wiki Aves foram aproveitadas. Porém, a menos ruim, eu coloco aqui, para visualização da dificuldade que é fotografar essa ave tão interessante.:

Essa foi feita quando a ave já tinha atravessado a trilha e ia se esconder no mato. Fica para a proxíma oportunidade  um registro mais adequado.
Além da ida ao Parque da Cantareira, também estive no Jardim Botânico de SP, e lá, pude fazer ótimos registros  como esses:


A Garça branca pequena, Egretta thula, belíssima como uma flecha no lago.

A marreca pardinha Anas flavirostris, belíssima em um bando de 6 indivíduos.

A garça-moura, Ardea cocoi, com uma boa população na lagoa do jardim botânico:

Mas os registros mais interessantes ocorreram no aberto e um deles na pequena faixa de mata existente no fundo do jardim. Quando caminhava pelas alamedas margeadas por palmeiras imperiais, acompanhado por minha esposa Aninha e meu filho Marcelo,


Tive a atenção chamada pelos bandos de urubus que circulavam alto no céu! Porém, um deles, voando mais alto, era "diferente". Olhei bem e pude ver o Gavião-pega-macaco, Spizaetus tyrannus,


Sem dúvida um registrão para uma área urbana tão grande quanto SP!. Continuando na observação, outra surpresa, :


O gavião-de-cauda-curta Buteo brachyurus, veio voando em minha direção e tive tempo de "calibrar" a câmera na tentativa de uma foto boa. Esse exemplar aqui, é da fase morfo negra  e por um momento, tive esperança de que fosse outro gavião, o Gavião-de-sobre-branco, Parabuteo leucorrhous, mas fica para próxima. Vi ao longe o gavião miúdo, Accipiter striatus, mas ele não deu a minima chance de foto.
Me dirigi, então, à trilha suspensa, lugar de mata mais fechada, habitada comumente pelos bugios, um bando grande se alimentava no alto das árvores!

E foi aí nessa trilha que tive a sorte de fazer um dos registros mais importantes, o Trepador-quiete, Syndactyla rufosuperciliata,  uma ave não muito fácil de ser registrada devido a seus hábitos florestais, inquieto à procura de alimento (insetos) entre os galhos, troncos e folhas das árvores. Nesse caso, para minha sortem ele pousou nesse tronco vocalizando muito e aí consegui registra-lo.
Voltando ao Jardim Botânico dois dias depois, com muitas nuvens e chuva, pude registrar mais uma espécie interessante e um lifer, a Gralha Picaça, Cyanocorax chrysops:


Um bando de uns 6 a 8 indivíduos perambulando pelas árvores em área meio aberta do parque. Interessante  a atividade de caça que faziam! Inspecionavam tudo, desde buracos dos troncos, folhas caídas, no solo reviravam detritos, tudo à procura de alimento! Foi um registro interessante e o último da passarinhada. Ressalto porém, que ficarei ainda uma semana na cidade e talvez consiga mais registros interessantes.

Um abração a meus amigo(a)s  que me prestigiam com visitas a esse pequeno blog.
José Silvério Lemos.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Sterna paradisaea: ID dificil mas conclusiva

O Trinta réis ártico Sterna paradisaea, é uma espécie de ave marinha migratória, talvez seja a que executa mais longas migrações, chegando a viajar às vezes, mais de 40.000 km! No Brasil suas ocorrências são raras e esporádicas.

Pois temos um relato para fazer, do registro dessa espécie difícil aqui em Vitória, capital do ES.

No dia 8 de junho próximo passado, estive no pier dos pescadores da Praia do Suá acompanhado dos colegas Rafael Boni, Evandro Limonge e Gustavo Soares. Lá pudemos ver uma multidão de trinta réis de bico vermelho, de bando e  do trinta réis real e no meio deles, um individuo do Trinta réis do ártico. Isso mesmo, apenas  um individuo em meio a muitos outros trinta réis de outras espécies:


Nosso herói é o individuo solitário, à esquerda da foto e um pouco distanciado dos demais. Observem o tamanho menor desse trinta réis se comparado com o trinta réis de bando presente na pedra.

A ave periodicamente realizava voos  com seus companheiros de outras espécies e numa dessas consegui fotografa-lo razoavelmente perto:


Houve dúvidas em sua ID mas finalmente com a colaboração de outros colegas foi possível identificar esse raro trinta réis como visitante em nossa cidade. Observamos que os bandos maiores já se foram e esse exemplar que ficou provavelmente é um retar datário que ainda mantem a plumagem tipica do descanso reprodutivo.



Encerramos assim essa  noticia, boa, para nós passarinheiros.!

O NARCEJÃO Gallinago undulata

Uma ave misteriosa, vocal mas que por ser muito desconfiada é também dificílima de ser registrado por meio de fotos! Estamos falando do narcejão, Gallinago undulata:




Já há algum tempo sabíamos da ocorrência dessa ave em Sobreiro, distrito de Laranja da Terra neste estado do Esp. Santo. Já havia saído várias vezes à noitinha ou mesmo bem cedo, de madrugadinha, tentando atrair a ave para as fotos. Mas nada! A ave não dava nem sinais de que poderia estar por perto. Pois bem, recentemente no dia 20 de junho recente, levantei-me bem credo, por volta de 5 hs., ainda longe da alvorada e depois de tomar o café reforçado da fazenda,  rumei para o lugar escolhido: o terreno arado pronto para ser cultivado, próximo a uma lagoa e capinzais da propriedade de meu cunhado Jacob Delboni em Sobreiro.
Lá chegando coloquei o gravador com o canto da ave e pus-me a esperar. Aos poucos a ave foi respondendo por perto e se aproximando. Alerta total, de repente, ainda no alvorecer, a ave saiu do mato em voo de reconhecimento e pousou a poucos metros de mim!
Delírio, adrenalina, tudo o que a observação de aves é capaz de observar eu senti na hora! Procurando não espantar a ave, posicionei a lanterna de forma a trazer alguma claridade mas sem haver exagero. Tentei o foco na câmera e consegui, uma, duas, três fotos!




Obviamente o registro já estava garantido, mas o melhor ainda viria a acontecer: a ave começou a vocalizar pertinho, um chamado de alerta diferente do canto tipico da espécie. O canto da espécie é bem tipico, com a ave gritando principalmente em voo: Agua-só....Agua-só....Rola-pau....Rola-pau...

Mas naquele momento, somente a vocalização de alarme, um rascante Chec-chec-chec=chec.... era ouvida com a ave com o bico bem aberto:




Fiquei com a impressão que a raridade dessa ave se deve a seus hábitos muito discretos e, talvez não seja tão rara quanto parece. Foi um registro emocionante e agradável de ser feito.

Um abração a todos que nos visitam.!
!


terça-feira, 17 de junho de 2014

AVES MARINHAS DE VIX

Recentemente tenho me ocupado bastante em fotografar aves marinhas. Vitória, a capital do Espirito Santo possui ótimos locais para encontrar essas aves. E mesmo algumas espécies antes consideradas como raras vem recentemente aparecendo mais  por aqui. Algumas fotos:



O trinta-réis de bico vermelho Sterna hirundinacea é frequente em Vitória e uma espécie das mais abundantes. Recentemente fizemos essa foto no pier dos pescadores na praia do Suá.


Outra foto da mesma ave, acima.



O trinta-réis de bico amarelo, ou de bando, Thalasseus acuflavidus, talvez seja a espécie mais comum em Vix e é numeroso também em Guarapari. Gosta muito de frequentar entrepostos de pesca à procura de peixinhos que caem dos barcos de pesca.



O trinta réis de bico preto, Sterna paradisaea , também conhecido como Trinta-réis do artico é espécie bem dificil de ser fotografado, normalmente é pouco numeroso em suas migrações para o Brasil. Esse registro foi curioso: era o único exemplar de sua espécie em bando numeroso de outros trinta réis. .

Uma ave que não era comum aqui em Vix  mas que tem se tornado frequente, aparecendo todos os dias, é o Gaivotão, Larus dominicanus.




outra foto do gaivotão:



E finalizando, um habitante comum aqui em Vitória, sempre presente em locais de pedras e enseadas, o Piru-piru, Haematopus palliatus:




um abraço a todos amigos visitantes!!